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01/01/2026
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Calor e açúcar: como reduzir em 50% seu risco de infarto

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Pesquisa realizada em três continentes ajuda a estabelecer metas mensuráveis de prevenção – Imagem: AdobeStock

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Consideradas entre as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo, o infarto agudo do miocárdio e a insuficiência cardíaca podem ter o risco reduzido à metade com a seguinte medida: diminuição do açúcar no sangue. Essa é a conclusão de um amplo estudo publicado na revista Lancet, referência global em saúde. O melhor é que qualquer pessoa pode se beneficiar, inclusive aquelas em estado de pré-diabetes — condição em que o paciente apresenta entre 100 e 125 mg/dL de glicose no sangue, em jejum.

O calor extremo, entre outros fatores, também é considerado um risco para quem já tem alguma predisposição. Isso porque a desidratação obriga o coração a trabalhar com maior intensidade para bombear o sangue. O risco aumenta sempre que a temperatura ultrapassa os 32 ºC, situação comum entre os meses de dezembro e fevereiro no Brasil, período marcado pelo verão. Por isso, manter-se hidratado durante todo o dia — e também à noite — é uma das principais medidas preventivas nesses casos.

Sobre o levantamento publicado, não há novidade na associação direta entre taxas elevadas de glicemia e o risco de doenças cardiovasculares. Contudo, a grande inovação do trabalho, realizado ao longo de 30 anos por pesquisadores dos Estados Unidos, da China e da Alemanha, está na definição de um alvo mensurável para a prevenção de doenças coronarianos. Para chegar a essa conclusão, foram acompanhados 2,4 mil voluntários com quadro de pré-diabetes — um estágio de alerta antes do estabelecimento definitivo do diabetes tipo 2, o mais comum. A enfermidade afeta cerca de 415 milhões de pessoas em todo o planeta, sendo 12 milhões só no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

O estudo evidenciou o quanto mudanças de hábitos, incluindo estilo de vida e alimentação, podem trazer benefícios significativos para o coração. “Nossos resultados sugerem que a remissão da pré-diabetes não apenas atrasa ou previne o início do diabetes tipo 2, como já se sabia, mas também protege as pessoas de doenças cardiovasculares graves no longo prazo, até em décadas”, afirmou à Lancet o professor doutor Andreas Birkenfeld, um dos profissionais envolvidos na análise.

O fato de o estudo ter sido realizado em três continentes, envolvendo indivíduos de diferentes etnias e perfis genéticos, amplia a relevância dos resultados. Ficou demonstrado que manter os níveis de glicemia em jejum abaixo da média dos 97 mg/dL reduz de maneira consistente o risco cardiovascular. Essa meta, viável para a maioria da população, pode ser adotada por serviços de saúde e campanhas de prevenção antes de a diabetes se instalar, contribuindo para a prevenção da saúde cardíaca a longo prazo.

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