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Correios buscam novo empréstimo de R$ 8 bilhões

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Funcionários dos Correios: empresa solicita mais R$ 8 bilhões em empréstimos para sair do vermelho – Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil

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A crise dos Correios, que veio a público em 2025, ainda parece longe do fim. Uma das mais tradicionais empresas públicas brasileiras enfrenta um colapso financeiro sem precedentes em sua longa história, amargando sucessivos prejuízos. Para se manter em operação, a estatal anunciou que precisará de mais R$ 8 bilhões. O valor se soma aos R$ 12 bilhões em empréstimos já contratados no ano passado, destinados à quitação de dívidas e ao alívio do caixa.

O anúncio foi feito no dia 29 de dezembro pelo recém-empossado presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon. Economista, ele assumiu o comando da empresa há pouco mais de três meses, e o início de sua gestão tem sido marcado pela exposição, à sociedade brasileira, da real situação da estatal. “A captação desses novos recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional ou de um novo empréstimo”, declarou à Agência Brasil.

Segundo o executivo, a definição da modalidade mais adequada de captação deve ocorrer nas próximas semanas. Já está estabelecido que os R$ 20 bilhões terão como objetivo quitar as contas, reequilibrar as operações e garantir sustentabilidade e modernização aos Correios, cujo prejuízo foi de R$ 4,36 bilhões somente no primeiro semestre de 2025. No entanto, o Tesouro Nacional não autorizou o empréstimo junto à rede bancária, em face da alta taxa de juros proposta — já que a União atua, na prática, como fiadora da dívida.

Outras medidas anunciadas em outubro do ano passado para conter a crise incluem o corte de R$ 2 bilhões em despesas com pessoal, abrangendo o Postalis, fundo de pensão da categoria. Apesar do programa de demissões voluntárias implementado há quatro anos, o quadro funcional dos Correios ainda é considerado elevado, em torno de 82 mil empregados. A nova proposta prevê incentivos à aposentadoria de 15 mil funcionários. Também integram o plano de reestruturação a venda de imóveis, até alcançar a meta de R$ 1,5 bilhão, além do fechamento de mil agências, entre as dez mil unidades de atendimento distribuídas pelos 5.568 municípios brasileiros.

Em sua última entrevista coletiva, Rondon ressaltou que os Correios perderam espaço no mercado de encomendas — uma de suas principais fontes históricas de receita —, cuja fatia caiu de 51% do total das remessas no país, em 2019, para os atuais 22%. Soma-se a isso a quase extinção do tráfego de correspondências físicas. “Não tem mudança substancial em 2025 que impacte este ano. A expectativa é de uma leve piora para 2026”, admitiu o executivo. Apesar do cenário adverso, o executivo projeta a retomada da lucratividade da empresa, com meta de alcançar R$ 21 bilhões em 2027, contra os R$ 18,9 bilhões registrados no ano passado.

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