
Pequenos movimentos ajudam a prevenir o câncer
23/08/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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O Ministério da Saúde mudou as regras para doação de sangue visando ampliar a quantidade disponível nos estoques de hospitais, clínicas e centros especializados em todo o país. A Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho e que entra em vigor em outubro, introduz novidades no processo de captação de sangue e compostos hematológicos, como plaquetas e soro – a principal delas é a extinção do limite de idade dos doadores. Com o novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil, pessoas acima de 70 anos que já são doadoras poderão manter a prática, desde que estejam em boas condições de saúde e sejam consideradas aptas na avaliação clínica.
A mudança acompanha o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população brasileira, contribuindo para o atendimento de pacientes que precisam de transfusão. As novas regras também reduzem o tempo de espera para pessoas temporariamente impedidas de doar – como aquelas que se submeteram a exames de endoscopia ou colonoscopia ou utilizaram anabolizantes. Nesses casos, o prazo cai de seis para quatro meses. A portaria também reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue.
No caso de indivíduos que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva, aplicação de botox e outros procedimentos com microagulhamento, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que as normas de segurança sanitária tenham sido respeitadas. Os avanços científicos relacionados a práticas laboratoriais e de pesquisa, bem como a compreensão do cenário epidemiológico atual, também norteiam as novas diretrizes. O objetivo, além de aumentar as doações, é proteger tanto os doadores quanto os pacientes que receberão o material.
“Incentivamos a população brasileira a procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de maneira responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o país”, declarou o diretor de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, à Agência Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,2 milhões de coletas em 2025, com taxa de aproximadamente 15 doações por mil habitantes – metade do recomendado pela OMS, que estabelece a média ideal em 30 por mil. Pode ser doador quem pesa acima de 50 quilos e, no dia da doação, estiver alimentado e descansado. É necessário apresentar documento de identidade oficial com foto e ser maior de idade. No caso de jovens entre 16 e 18 anos, é indispensável, ainda, autorização do responsável. A doação de sangue é realizada com material totalmente descartável, sob supervisão médica, e não apresenta nenhum risco à saúde, se os requisitos básicos forem atendidos.





