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Mais da metade dos brasileiros está com a saúde sob risco por causa da inatividade física. Quatro em cada seis pessoas não realizam o mínimo de exercícios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses dados constam do Relatório de preservação do movimento 2026, realizado em 30 países com 34 mil pessoas adultas. O estudo mostra que o Brasil está em terceiro lugar entre as populações adultas com menor índice de movimentação, em uma pesquisa encomendada por uma empresa multinacional de materiais esportivos.
O que mais chama a atenção é a imobilidade das pessoas na maior parte do tempo. As facilidades oferecidas pelos serviços on-line e o uso frequente de telas têm provocado uma radical redução de movimentos ao longo do dia. Em média, os brasileiros passam mais de 80% do tempo em que estão acordados — cerca de 14 horas por dia — praticamente imóveis. Uma inatividade que se mede pelos números: 53% afirmam que conseguiriam ficar três dias ou mais sem sair de casa, 41% realizam compras e tarefas de modo on-line e 61% preferem socializar por telefone ou vídeo, em vez de ir a encontros presenciais.
O cenário encontrado no Brasil não é isolado, já que reflete uma tendência global. Segundo a OMS, 53% da população mundial não alcança os 150 minutos mínimos de atividade semanal, dos quais metade não chega aos 30 minutos por semana. Entre os jovens, a situação é pior: 37% das pessoas entre 18 e 24 anos realizam menos de meia hora de atividade física por semana, e 96% delas relatam episódios como aumento do estresse, sono insuficiente e piora do humor. Recentemente, um levantamento do Serviço Social da Indústria (Sesi) indicou que 72% dos brasileiros que praticam exercícios com frequência — inclusive caminhadas moderadas — não tiveram problemas de saúde nos últimos 12 meses.
Já entre os inativos, 42% dos pesquisados tiveram ocorrências médicas no período, como picos de hipertensão, instabilidade metabólica ou dores relevantes. É consenso na Medicina que o movimento regular do corpo tem a capacidade de liberar neurotransmissores que melhoram a saúde mental, reduzir inflamações, fortalecer o sistema cardiovascular, prevenir distúrbios metabólicos, como o diabetes, e favorecer o sono.





