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Doenças respiratórias: frio aumenta o risco

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Crianças, pessoas idosas e imunossuprimidas correm maior risco de agravamento de doenças respiratórias – Imagem: SYATRI RAWU / Stock Adobe

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Todos os anos, o quadro se repete: à medida que os meses avançam, a chegada do outono e do inverno desencadeia um aumento acentuado nos casos de doenças e infecções respiratórias. Nos meses de temperatura mais fria e com baixa umidade relativa do ar, o risco aumenta, sobretudo para crianças, pessoas idosas e pacientes com comorbidades. As alterações climáticas das duas estações predispõem ao contágio por enfermidades como gripe, asma, bronquite, rinite alérgica, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre outras. Isso acontece porque os vírus e outros agentes patogênicos circulam com mais intensidade em ambientes fechados e pouco ventilados.

O volume de diagnósticos, atendimentos e internações por doenças respiratórias chega a ser de 30% a 40%, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Por outro lado, cresce também a ausência em atividades escolares e profissionais, sem falar no impacto financeiro sobre as redes de saúde pública e privada. “Indivíduos que passam muito tempo em locais pouco ventilados estão mais expostos. Além disso, crianças e pessoas idosas podem apresentar quadros mais intensos, devido à maior vulnerabilidade do sistema imunológico”, alerta o médico Gabriel Caetano dos Santos, residente na Clínica da Família de Rio das Pedras, bairro da zona sudoeste do Rio de Janeiro.

Santos explica que o tempo frio e seco está associado ao aumento de doenças respiratórias porque o ar resseca a mucosa, enquanto o frio diminui a capacidade das vias aéreas de expelir partículas inaladas. “Isso torna o organismo mais suscetível ao desenvolvimento de infecções respiratórias e reações alérgicas”, ressalta o clínico. “Quem passa longos períodos em transporte público ou em ambientes fechados está mais exposto a agentes infecciosos.”

O médico Gabriel Caetano lembra que permanecer muito tempo em locais fechados ou pouco ventilados aumenta o risco de infecções respiratórias – Imagem: Arquivo pessoal

De modo geral, os sintomas dessas infecções – tosse, coriza, mal-estar, dores de cabeça, dor no corpo e prostração – costumam ser leves e autolimitados. Segundo o médico, o foco do tratamento é, basicamente, aliviar os sintomas enquanto o próprio organismo elimina o agente causador. “Hidratação adequada, alimentação equilibrada e repouso são medidas fundamentais”, destaca Gabriel. Mesmo assim, é preciso estar atento ao agravamento dos casos. “Diferentemente dos sintomas iniciais, pacientes que apresentem febre persistente, falta de ar, dificuldade para se alimentar ou se hidratar e vômitos devem ser avaliados por um profissional de saúde.”

O especialista lembra que, em decorrência das condições socioeconômicas, muitas pessoas vivem em ambientes que favorecem problemas respiratórios. “Umidade, mofo e ácaros podem desencadear reações alérgicas. Da mesma forma, pelos de animais também podem estar envolvidos.” Os sinais de alerta incluem febre persistente por mais de três dias, tosse intensa, dor de garganta, falta de ar ou desconforto respiratório, saturação de oxigênio inferior a 92% e agravamento de doenças preexistentes. Por isso, é fundamental procurar uma unidade de saúde nesses casos, principalmente quando a pessoa se enquadra em um dos grupos vulneráveis. Anualmente, o SUS disponibiliza vacinação contra gripe nessa época do ano, e o imunizante é capaz de impedir a infecção ou, pelo menos, atenuar seus efeitos.

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