
Arqueólogos anunciam descoberta de vestígios da arca da Aliança
21/07/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Um efeito inesperado de algumas vacinas disponíveis contra a covid-19 tem sido estudado e causado grande expectativa. Uma pesquisa publicada na revista Nature, referência em Ciências e Medicina, mostra que os imunizantes com base em RNA mensageiro (como os produzidos pelos laboratórios Pfizer/BioNTech e Moderna, disponíveis no Brasil) são capazes de tornar tumores cancerígenos mais vulneráveis a tratamentos imunoterápicos. É como se a vacina “despertasse” células malignas, facilitando sua destruição pelos anticorpos.
Os responsáveis pelo trabalho são cientistas do Texas MD Anderson Cancer Center e da Universidade da Flórida, ambos nos Estados Unidos. Eles descobriram que as vacinas provocam resposta intensa de uma molécula do sistema imune, que reconhece e ataca o câncer. Os estudos se mostraram muito promissores em animais. Entre humanos, os melhores resultados foram em lesões de pulmão e em melanomas (forma agressiva de câncer de pele).
As vacinas com RNA mensageiro (mRNA) são programadas para carregar instruções genéticas até o citoplasma das células-alvo – no caso, os tumores. É uma espécie de “receita”, servindo para alterar a estrutura celular conforme desejado. O imunizante ativa componentes das células tumorais, facilitando a entrada dos anticorpos que, antes, não passavam pelas barreiras de defesa das células malignas.
Cerca de 900 pacientes oncológicos foram tratados com a nova terapia celular. Os que receberam a vacina de mRNA tiveram maior sobrevida – uma média de 18 meses nos resultados preliminares entre pessoas com câncer avançado de pulmão. Já entre os indivíduos com melanoma metastático, o risco de morte caiu aproximadamente 60% após o tratamento. O benefício não foi notado entre os voluntários que receberam outras vacinas, como os tipos contra influenza (gripe) ou pneumonia.
O estudo deixa claro que a descoberta não sugere a prevenção do câncer pelas vacinas contra a covid-19. Na verdade, a tecnologia do mRNA pode se tornar um modulador de imunidade, aumentando a eficiência de células de proteção do organismo, como os macrófagos. No caso de tumores que hoje não apresentam boa resposta aos tratamentos tradicionais, a novidade pode trazer esperanças de uma vida com mais qualidade.





