A obra maior que a vinda do Reino de Deus realiza é libertar o homem das forças das trevas, as quais operam no interior da pessoa possuída, levando-a a obedecer à vontade do diabo (At 10.38; 1 Jo 3.8). Se não vemos transformação na vida de um membro da igreja, podemos ter a certeza de que há algo errado. Se pregarmos o Evangelho, veremos curas, libertações e prosperidade naqueles que se entregam a Jesus e se tornam novas criaturas (2 Co 5.17).
Os fariseus gostavam de mostrar, pelas vestimentas, como estavam bem. Porém, no interior deles, não se notava nenhuma mudança. Os salvos têm a santidade estampada, tratam bem os irmãos e os estranhos, e a honestidade deles nos surpreende. Aqueles que agem por interesse provam que não conhecem o poder do Senhor de mudar o coração, a fim de que Ele seja glorificado na vida deles (1 Co 6.19,20; 2 Ts 1.12). Quem procede como os fariseus ainda não é salvo.
Outra característica demonstrada pelos fariseus é sempre questionar e nunca aceitar a razão de seguirmos a Nova Aliança, e não as doutrinas do Antigo Testamento já ab-rogado e substituído por uma melhor Aliança feita em superiores promessas (Hb 8.6 – ARA). Jesus cumpriu toda a Lei, conforme falou a João Batista: Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu (Mt 3.15).
Apesar de saber tudo a respeito do Salvador – desde o anúncio da gravidez de Maria, por obra do Espírito Santo, até as profecias bíblicas que identificavam o Senhor como Aquele que viria para nos restaurar à comunhão com Deus –, João Batista mandou dois dos seus discípulos perguntarem ao Mestre se Ele era o Enviado. Em resposta, Jesus curou os doentes e expulsou demônios. Então, pediu que falassem ao profeta o que presenciaram (Lc 7.18-23), e João se deu por satisfeito.
O problema de quem não aceita as obras divinas é não ter vivido as experiências dos nascidos de novo ao crerem em Jesus. O Filho de Deus não é uma opção, e sim o Único capaz de salvar os perdidos e livrá-los dos pecados. Por isso, siga os três passos decorrentes do nascer de novo: receber Jesus como Salvador e Senhor, passar pelo batismo nas águas e no Espírito Santo.
Aqueles que não nasceram de novo não podem ver o Reino de Deus, como o Salvador falou a Nicodemos: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (Jo 3.3). Ele não entendeu bem, e Jesus acrescentou: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus (v. 5).
O Messias falou que o Reino de Deus está entre nós. Não o vemos nem o tocamos, mas é uma realidade. Então, como vivenciar essa verdade se não a sentimos? A Bíblia diz que as coisas espirituais se revelam espiritualmente (1 Co 2.12-15). Portanto, devemos esperar firmados nessa declaração. Se o Senhor não nos der a revelação, nada teremos!
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares