Quem não teme a Deus costuma mentir, acreditando estar fazendo o bem a alguém. Os mestres do mundo e os religiosos que não andam com o Senhor falam demais. Nada do que dizem vem do coração do Altíssimo. Eles fariam a diferença se falassem aquilo que ouvissem dos Céus.
O mesmo vale para os que servem ao Senhor, cumprindo as regras bíblicas, as quais declaram: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva (Is 8.20). Devemos dizer somente o que o Senhor nos revela, para não sermos reputados como mentirosos. As Escrituras declaram: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro (Ap 22.18,19). Obedeça!
Elifaz afirmou que a malícia de Jó era grande. No entanto, o próprio Deus dissera a Satanás que Jó era sincero, reto e temente a Ele: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal (Jó 1.8). Muitos parecem vir ajudar, mas, no fim, mostram que chegam apenas para acusar e destruir a confiança do outro em Deus. Jó só contendia!
Alguns falam demais para se aproveitar da queda de uma pessoa. Sem apontar qualquer erro real, continuam a desmoralizá-la. Jamais podemos tomar partido de quem se deixa levar por aparências, mentiras e ciúme. Elifaz se dizia amigo de Jó, talvez porque o patriarca fosse uma referência daquele local. No Senhor, jamais encontraremos falhas, pois Ele é a Verdade!
Acusar alguém que Deus declarava ser homem sincero, reto, e temente a Ele era o ápice da maldade. Elifaz atribuía a Jó o mal que carregava em si. Seria uma tentativa de transferir os próprios defeitos para um homem já destruído? Como as pessoas são más! Talvez acreditasse que, se Jó cresse naquela mentira e se arrependesse, seria curado. Esses falsos mestres são terríveis!
Ele disse que a malícia de Jó era tão grande que não podia ser medida. Nenhuma dessas mentiras poderia ajudar alguém que sabia que nada do que lhe imputava explicava seu sofrimento; ao contrário, agravava seu estado agonizante. Como alguém declarado sincero por Deus poderia ser malicioso e cheio de iniquidades? Livra-nos de amigos assim — pessoas que procuram falhas inexistentes para nos desmerecer.
Elifaz afirmou ainda que as iniquidades de Jó não tinham fim. Que tipo de consolo ofereceu ao homem íntegro? Longe de nós ter pessoas como esse mestre da intriga, injúria, calúnia e difamação! Certamente, dependendo do país, elas seriam acusadas de vários crime contra a honra e processadas. Misericórdia!
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares