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OMS aponta nova variante do vírus da gripe

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Autoridades sanitárias monitoram com atenção a nova variante do vírus e recomendam vacinação anual contra a gripe – Imagem: AdobeStock by Muhammad

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Uma nova variante do vírus da gripe tem causado preocupação na Organização Mundial da Saúde (OMS) e em diversos governos ao redor do mundo. Chamada de K e identificada também como J.2.4.1, a mais recente evolução da influenza A (H3N2) entrou no radar sanitário e tem sido acompanhada com atenção, sobretudo no Hemisfério Norte, que enfrenta um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos – época em que, tradicionalmente, aumentam os casos de infecções respiratórias, como a gripe.

As mutações no vírus causador da gripe já são conhecidas pela ciência há mais de cem anos e, em geral, não desencadeiam pandemias perigosas. Ainda assim, a variante tem sido monitorada de perto, pois apresenta alterações genéticas importantes em relação a variantes anteriores. Além disso, vem sendo identificada com mais frequência em amostras analisadas em todo o mundo, em especial a partir de agosto de 2025. A OMS já considera a disseminação do vírus como uma “evolução notável”.

Vírus, como o da gripe, passam por mudanças periódicas devido ao chamado efeito de imunidade coletiva, também conhecido como “efeito de rebanho”. A partir do momento em que determinada população se torna resistente a formas mais malignas de uma doença viral, em razão da imunidade natural ou da imunidade induzida por vacinas, o agente patogênico se modifica, a fim de preservar sua continuidade. Essas mutações são um desafio para as autoridades sanitárias, já que demandam pesquisas complexas e o desenvolvimento de novos imunizantes.

No Brasil, a variante K foi identificada pela primeira vez em uma amostra coletada em Belém (PA), há dois meses, em uma ação de vigilância nacional de vírus respiratórios coordenada pelo Ministério da Saúde. Na ocasião, a paciente era uma estrangeira oriunda das ilhas Fiji, cujo nome foi mantido em sigilo. O quadro dela evoluiu sem qualquer gravidade. Desde então, outras confirmações têm sido anotadas no país, sem intercorrências mais sérias.

Os sintomas gerais da infecção pelo J.2.4.1 são os mesmos causados pelo H3N2: febre, tosse, dor de garganta e dores no corpo. Pessoas imunodeprimidas, idosas, crianças e pacientes com comorbidades constituem um grupo de risco para complicações. Por isso, o Ministério da Saúde ressalta a importância de se seguir o calendário vacinal – que prevê uma dose anual contra a influenza e suas variantes – e a necessidade de se buscar o serviço de saúde em caso de sintomas persistentes ou mais graves. Vale destacar que pacientes com sinais de infecção respiratória devem evitar circular por lugares fechados e, sempre que possível, usar máscara de proteção.

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