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15/02/2026
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Sistema Free Flow permite mais agilidade e economia nas estradas

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Praças tradicionais de pedágio serão desativadas com implementação do Free Flow – Imagem: Charlesphoto/ Stock Adobe

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Vai viajar de carro neste período? Então, é bom ficar atento. Várias estradas do Brasil já implementaram o Free Flow
(em português fluxo livre). Nesse sistema, as tarifas de pedágio são registradas automaticamente, mediante leitura da placa do veículo ou da TAG — adesivo eletrônico que marca a passagem. É o fim das tradicionais — e, muitas vezes, morosas — praças de pedágio com cancelas e cobrança manual.

A novidade, regulamentada no Brasil em 2022, tem se espalhado por algumas das principais rodovias do país. Em vez do afunilamento, antes provocado pelo excesso de fluxo, com inevitável perda de tempo e maior consumo de combustível por causa das sucessivas paradas e aceleradas dos carros, o que se tem é trânsito liberado. Dispositivos instalados em estruturas sobre as vias registram a passagem dos veículos, enquanto a velocidade pode ser mantida pelo motorista.

Outra inovação trazida pelo sistema é a cobrança por trecho percorrido, e não mais por seções inteiras de estrada, entre uma praça de pedágio e outra. Para quem viaja por trajetos pequenos, a vantagem é evidente — a tarifa é calculada sobre a distância efetivamente trafegada. Quanto à cobrança, é feita de duas maneiras. O usuário pode acessar o aplicativo das concessionárias e efetuar o pagamento, após determinado prazo — 30 dias, por exemplo — via PIX, cartão de crédito ou débito. Já quem dispõe de TAG efetua o pagamento mediante fatura, como já ocorre com o modelo “sem parar”, nos pedágios convencionais.

Agora, atenção: a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alerta que já têm ocorrido golpes contra os motoristas. Como o Free Flow não prevê envio de boletos e não há um site único para consulta de débitos, criminosos criam páginas falsas na internet, nas quais o motorista é levado a digitar seus dados pessoais e identificação do carro. De posse dessas informações, o fraudador simula valores indevidos e encaminha ao usuário a chave PIX ou o boleto que direciona o pagamento ao golpista.

Em entrevista publicada pela Agência Brasil, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, recomenda que os motoristas consultem somente os canais oficiais das concessionárias que administram as estradas: “Cada rodovia possui sua própria plataforma de atendimento, com orientações claras sobre formas de pagamento e eventuais penalidades em caso de inadimplência”, alerta.

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