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24/03/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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O crescimento do Evangelho no México contrasta com um cenário cada vez mais desafiador para os cristãos. Em diferentes regiões do país, especialmente fora dos grandes centros, aqueles que seguem o Senhor Jesus enfrentam violência, pressão social e restrições à prática religiosa.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026 de Portas Abertas – organização missionária internacional que atua em favor da liberdade religiosa – o México ocupa a 30ª posição entre os países onde há maior hostilidade contra cristãos. O ranking reflete o aumento de ataques a igrejas, líderes e propriedades, impulsionado, principalmente, pelo crime organizado e por conflitos em comunidades indígenas.
Mesmo diante desse quadro, a Igreja segue avançando. Presente há duas décadas na nação, a Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) mantém templos na capital, Cidade do México, em Guadalajara e em Pachuca, além de levar as Boas-Novas de Cristo a comunidades em diferentes regiões mexicanas.

O Pr. Enrique Monzon, líder da Igreja no país, pontua que a mensagem do Evangelho tem sido um instrumento de transformação. “O México sempre foi conhecido pela violência relacionada ao narcotráfico. Certamente, a Palavra de Deus ajuda as pessoas a depositarem sua confiança nEle e a acreditarem em um país com menos violência e maior igualdade social”, afirma o pastor.
Apesar dos desafios enfrentados, Monzon reconhece sinais do cuidado divino. “Graças a Deus, as áreas em que atuamos estão entre as mais seguras. Entretanto, recentemente, em Guadalajara, houve fechamento de estradas e tiroteios após a morte de um líder de cartel”, relata, lembrando que ainda há regiões onde pastores são perseguidos e mortos.
Em meio a esse contexto, testemunhos de transformação reforçam o poder da fé. A obreira Liliana Ruiz León, que atua na sede da IIGD na Cidade do México, viveu uma mudança radical após um período marcado por vícios e confusão. “Eu estava afundando nas drogas e nos vícios cada vez mais, estava morta por dentro”, conta.

De acordo com ela, o momento de decisão aconteceu quando sentiu que sua vida estava em risco. “Ajoelhei-me e implorei perdão a Deus. Quando voltei à Igreja, disse a Jesus: ‘Aqui estou, entrego-Te meu coração’.”, assegura a obreira, que congrega com toda a família na IIGD. “Deus restaurou meu casamento, minha vida e meu lar. Hoje, minha família e eu servimos ao Senhor”, declara.
Entre desafios e conquistas, a realidade dos cristãos no México revela uma fé que resiste, cresce e se fortalece, mesmo em meio à adversidade. “Estamos trabalhando por um México aos pés de Jesus”, conclui o líder da IIGD no país.





