
Muito além da homenagem: os desafios da maternidade e a fé
09/05/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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No Dia das Mães, criar filhos à luz da fé cristã ganha novos contornos em meio a um cenário marcado por pressa, cobranças e excesso de informação, especialmente com a influência das redes sociais na rotina das famílias. Os desafios se intensificam, mas também revelam experiências marcadas por propósito, cuidado e dependência de Deus no dia a dia.

Arquivo pessoal / Modificada com IA
A Pra. Nadir Mauricio Silveira, líder da sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Osasco (SP) e mãe de Emanuel, de dez anos, descreve sua vivência com o filho como resposta de oração e cuidado do Senhor em cada detalhe. “A minha gravidez foi algo muito planejado, orado e sonhado”, recorda-se. Essa certeza, segundo ela, reflete-se na forma como conduz a rotina e enfrenta os desafios atuais na educação do menino. Para a líder regional, é necessário ajustar expectativas e confiar em Deus em cada fase. “A maternidade não foi feita para ser um lugar de opressão, mas de propósito”, pontua.

Arquivo pessoal
Essa necessidade de equilíbrio emocional e espiritual é reforçada no relato da Pra. Thaís Benevente, líder regional da sede da IIGD Campinas (SP). De acordo com ela, os sentimentos de esgotamento e culpa fazem parte da realidade de muitas mulheres que tentam conciliar as demandas da casa, da família e da vida pessoal. “Toda mãe precisa ter o escape no Senhor Jesus. O Espírito Santo é o melhor conselheiro para uma mãe”, ressalta.

Para a mãe de Teodora, 13 anos, e de Luis Augusto, 10 anos, as mães devem evitar as comparações alimentadas pelas redes sociais. “Não existe mãe perfeita. Existe uma mulher aprendendo diariamente aos pés de Jesus. Quando se sentir perdida e frustrada, volte para a Palavra. É nela que encontramos direção, cura e força para recomeçar.”

A mesma convicção aparece no testemunho da pastora e escritora Ívina Corrêa Salviano Lima, que há quase 25 anos é evangelista de crianças e compartilha reflexões sobre maternidade cristã na redes. Mãe de Filipe (12), João (10), e Ana (5), ela relembra-se de que os primeiros anos da maternidade foram marcados por exaustão espiritual. “Maternar é uma forma de cultuar a Deus”, pontua Ívina, que lidera a sede estadual da IIGD em Manaus, ao lado do esposo, o Pr. Sadam Lima, líder estadual no Amazonas.
Ívina também chama atenção para a responsabilidade espiritual dentro de casa. “A centralidade da educação da fé das crianças está no lar”, ressalta. Para ela, a proteção dos filhos começa na Palavra e na rotina simples de oração, leitura bíblica e conversas sinceras. Diante da pressão da internet e da comparação constante, a pastora é direta: “Deus não espera que demos conta de tudo. O que Ele pede é um coração rendido, disposto a ouvir e obedecer”, finaliza.





