
Evangelização em família: desafios e caminhos para viver a fé em casa
29/03/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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Ondas de calor, alterações de humor, cansaço persistente e dificuldades para dormir. Para muitas mulheres, esses sinais surgem de forma silenciosa, anos antes do último período menstrual, e marcam o início de uma fase que ainda é cercada por dúvidas e desinformação: a menopausa. Especialistas alertam que reconhecer os sintomas e buscar acompanhamento adequado é fundamental para atravessar esse período com qualidade de vida.
A médica ginecologista Cristiane Martins Soares explica que, antes da menopausa, existe uma fase de transição chamada climatério. “A perimenopausa (climatério) é a jornada, e a menopausa é o destino. A menopausa propriamente dita é apenas um marco no calendário: o dia em que se completam 12 meses seguidos sem menstruar”, esclarece.

Entre os sinais mais comuns, estão: sudorese noturna, ondas de calor repentinas e intensas, alterações no sono, irritabilidade e diminuição da libido. “Também podem ocorrer dificuldade de concentração e lapsos de memória, além de mudanças no peso e na distribuição da gordura corporal”, destaca a ginecologista. Diante disso, o primeiro passo é buscar ajuda. “Não normalize o sofrimento!”, orienta a Dra. Cristiane. A médica ressalta ainda que avaliação individualizada e ajustes no estilo de vida já podem trazer melhora significativa. “O acompanhamento é essencial, já que, com a queda do estrogênio, ficamos mais vulneráveis a doenças cardiovasculares e à osteoporose”, frisa.

De acordo com a endocrinologista Juliana Bonadiman, a menopausa envolve mudanças amplas no organismo, com impactos que vão do cérebro à saúde cardiovascular e óssea. Diante disso, ela ressalta a importância de boas escolhas nutricionais. “Manter um aporte de proteínas adequado na dieta é essencial. Lembrando que 7 em cada 10 mulheres no Brasil, com menopausa, têm sobrepeso ou obesidade. Ganhar peso nessa fase não é ‘falta de disciplina'”, salienta. Ela reforça ainda que a terapia hormonal pode ser uma aliada quando bem indicada: “Tem pouquíssimas contraindicações reais e deve ser individualizada”.
Mais do que enfrentar sintomas, essa fase exige acolhimento e informação. Como resume a Dra. Juliana: “A menopausa não precisa ser uma jornada solitária e no escuro. Existem profissionais que estão aptos com sensibilidade, escuta, ciência e estratégia para acompanhar a mulher nessa etapa tão desafiadora. Então, percebemos que não se trata de ‘voltar a ser quem éramos’, mas de aprender a amar e cuidar da pessoa que estamos nos tornando”.




