
Libertos para recomeçar: interior de São Paulo vive dia de cura e transformação
08/09/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

COMPARTILHE
A saúde mental também está ligada à alimentação. Esta é a conclusão de uma pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a qual avaliou de que maneira os padrões alimentares estão associados ao diagnóstico de depressão em adultos. O estudo analisou dados de 7,6 mil pessoas e encontrou relação direta entre diferentes perfis nutricionais e a incidência de quadros depressivos.
O trabalho teve como base informações coletadas entre os anos de 2016 e 2022, com a participação de voluntários das cinco regiões do Brasil, sendo 68% de mulheres e 33% de homens. Entre os participantes, 13% têm ou já tiveram diagnóstico de depressão. A partir de diretrizes de identificação dos padrões de nutrientes, foi observado que as pessoas com hábitos de ingerir mais alimentos de origem animal apresentaram maior chance de desenvolver o transtorno.
Já outro padrão, de características anti-inflamatórias — com maior consumo de frutas, verduras, legumes, castanhas e aveia, entre outros —, mostrou exercer papel de proteção à saúde mental. Por meio da adoção dessa modalidade mais saudável, a probabilidade de diagnóstico de depressão teve uma redução da ordem de 25%. O chamado padrão anti-inflamatório inclui o consumo de gorduras saudáveis, como ácidos graxos poli-insaturados, ômega-3 e minerais como o selênio, conhecidos por seus efeitos benéficos ao sistema nervoso.
Esse efeito dos alimentos foi verificado até mesmo em grupos considerados de maior risco de depressão, a exemplo das mulheres, de indivíduos com excesso de peso e pessoas com estilo de vida sedentário. De acordo com os pesquisadores, os resultados reforçam a hipótese de que a alimentação deve ser analisada como um conjunto, e não por nutrientes isoladamente. Uma das possibilidades levantadas pelo trabalho é de que a alimentação pode atuar como estratégia complementar na prevenção de quadros depressivos ou na melhora das condições de quem já enfrenta o problema.





