
O ‘boi’ de cada dia
06/09/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou a preocupação de cristãos com o uso de inteligência artificial (IA) na interpretação da Bíblia Sagrada. De acordo com o levantamento, desenvolvido pelo Barna Group – instituto especializado na análise de temas sobre fé, vida cristã e ministério, 94% dos pastores consultados têm esse temor. Já entre os cristãos praticantes, grupo de pessoas que expressam sua confissão de maneira frequente nas igrejas, o índice chega a 83%.
Entretanto a sondagem não mostra rejeição ao emprego das novas tecnologias como ferramenta de estudo ou melhor compreensão dos textos sagrados. O receio está no risco que seu uso equivocado representa para a análise das Escrituras e a transmissão da mensagem do Evangelho – funções que os pesquisados consideram essencialmente humanas. Por outro lado, 60% dos líderes ouvidos recorrem à IA para que ela apresente as diversas interpretações teológicas de uma passagem bíblica e explique as suas diferenças.
Aproximadamente um terço dos participantes afirmou já ter consultado a IA em busca de aconselhamento acerca de questões da vida espiritual. Outro aspecto apresentado pela pesquisa aponta que 44% dos cristãos praticantes dos EUA têm utilizado a IA com frequência em sua rotina pessoal e profissional, hábito que se estende também à prática espiritual. O índice é superior ao dos adultos americanos em geral, dos quais apenas 31% admitem uso rotineiro da tecnologia para aprendizado, resolução de problemas e simulação cognitiva
No fim de 2025, o estudo do Barna Group ouviu 956 adultos americanos que se declaram cristãos, entre eles, 442 pastores. Porém os resultados só foram divulgados em agosto deste ano. O objetivo é entender melhor um debate que tem crescido no segmento: como utilizar os praticamente infinitos recursos da inteligência artificial sem substituir a leitura bíblica, a reflexão teológica e a orientação espiritual pela tecnologia.





