
IIGD além das fronteiras: os caminhos da pregação do Evangelho na Rússia
07/10/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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Um veículo com consultórios, cadeiras de dentista e uma plataforma que se abre na lateral roda o Brasil, há cinco anos, levando serviços essenciais e o Evangelho de Cristo. É a Carreta Missionária, projeto da Junta de Missões Nacionais (JMN), da Convenção Batista Brasileira, que começou a atuar em agosto de 2021. O projeto já passou por mais de 1.690 municípios e soma cerca de 153.579 pessoas atendidas gratuitamente, número que sobe a cada nova parada. Hoje são três unidades circulando pelo país, cada uma com dois consultórios médicos e quatro cadeiras de dentista.

Em Santos, a estrutura chegou pela primeira vez no final de setembro deste ano. A Igreja Batista do Marapé recebeu a ação em parceria com a associação de moradores do bairro. Especialistas atenderam a população enquanto voluntários ofereceram serviços de cuidado pessoal e apoio psicológico. Para o Pr. Gilnei Gil da Silva, pastor da I. B. Marapé, a iniciativa também representa uma forma de ampliar a presença da igreja na comunidade. “Queremos que a comunidade saiba que aqui tem um povo preocupado com suas necessidades, físicas e espirituais, e que, no que depender de nós, estamos juntos para dar apoio.”
Além dos serviços oferecidos durante o dia, a programação contou também com cultos ao ar livre na plataforma montada na própria carreta. De acordo com Gilnei, a iniciativa expressa a responsabilidade da igreja com o lugar em que está inserida. “Sermos Igreja nessa cidade é viver o amor de Cristo aqui, onde Deus nos colocou”.

Por trás de cada parada, existe uma organização que começa antes mesmo da carreta chegar. O coordenador do projeto é Daniel Melo, missionário da JMN. Segundo ele, os atendimentos fazem parte de uma estratégia que une cuidado e missão. “A nossa organização tem como visão alcançar todos com o Evangelho, e a carreta missionária é uma ferramenta de evangelismo”, afirma. Daniel acredita ainda que o serviço prestado à população também pode comunicar, na prática, a mensagem cristã. “Entendemos que as ações da carreta são maneiras de demonstrar o amor de Jesus na forma de compaixão e graça.”
Quando a estrutura deixa uma cidade, leva consigo os números de uma ação, mas também os encontros que acontecem no caminho. Em Santos, a carreta abriu consultórios, reuniu voluntários e terminou sua passagem com a igreja ocupando as ruas para anunciar sua fé. “Queremos, sim, além dos atendimentos na carreta, pregar o Evangelho genuíno e abrir portas à proclamação da Palavra de Deus”, declara o pastor Gilnei.





