A vida se torna dura
2026-10-27 03:00:00
Toma a mó e mói a farinha; descobre a cabeça, descalça os pés, descobre as pernas e passa os rios.
Isaías 47.2
Isaías criou a metáfora de uma mulher para explicar o que aconteceria com a Babilônia. O objetivo do profeta era que as pessoas aprendessem sobre o quanto aquela nação pagaria pela maldade contra Israel. Aquilo que permanece encoberto torna-se perigoso para quem age sob a direção de Satanás. Os assírios tomariam as rédeas da nação de Ur dos caldeus para exercer a justiça sobre o mal praticado.
A Babilônia, outrora conhecida como a mais importante e considerada uma virgem que jamais seria pisada, agora estava abandonada à própria sorte. Tomar a mó significava que sua glória havia chegado ao fim: os assírios a fariam sentar-se diante da pedra de moer para preparar o trigo e obter a farinha para se alimentar. Que o exemplo seja entendido por todos: o povo orgulhoso experimentaria como é difícil sobreviver quando se perde tudo aquilo que antes parecia garantido. Prepare-se!
Os pés tão bem cuidados seriam descalçados e pisariam o chão duro e cheio de poeira e areia daquelas bandas. Já não usariam sapatos bonitos, charmosos e com apliques, mas pisariam sem eles na terra até gastarem o solado dos pés. Surgiriam caroços para dificultar a caminhada. A nação iria da Babilônia até Nínive, a capital para onde Jonas, o profeta fujão, foi enviado a pregar (Jn 1). A metáfora explica o quanto pagará quem pratica o mal.
Entre Babilônia e Nínive, havia uma grande distância a percorrer, e a mulher teria de andar a pé até não mais aguentar; afinal, estava sendo enviada para servir aos assírios. No trajeto, encontraria rios, como o Tigre e o Eufrates, e córregos que a fariam tirar os sapatos – se tivesse algum para diminuir o sofrimento – e levantar as saias para atravessar os rios. Ela ficaria assombrada com a maldade que fizera aos outros!
Agora, ela teria de tomar a pesada pedra de moinho e girá-la sobre os grãos a serem moídos. Quando tinha o controle total do reino, nunca vira o trabalho dos seus escravos, os quais lhe entregavam tudo nas mãos. Ela foi cruel com os israelitas, mas Deus usou Isaías para falar da sua maldade para com o povo do Senhor. Agora, ela mesma providenciaria a própria comida.
Os seus cabelos agora eram maltratados, iguais aos dos escravos. O seu povo e o estrangeiro a quem humilhou riam de alegria, pois, pelo menos, viu o quanto os apertou. Por fim, chegaria a Nínive como uma serva para dizer amém a tudo que lhe falassem. Ela era amada por pessoas que serviam a Deus, mas ela não parava de subjugá-los. Deus há de pedir contas de todos os seus opressores.
O cristão não pode abusar das pessoas que trabalham para ele. Além disso, quem humilhou outros verá que bom seria se tivesse sido uma boa pessoa para eles. Para não mais pecar, como fizeram os israelitas em Judá, eles foram aprender a servir ao Senhor de verdade na Babilônia.
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares
Oração de Hoje
Pai amado! Um dia, comparecemos diante de Ti para prestar contas do que fizemos às pessoas que colocaste sob a nossa direção. Seremos galardoados ou açoitados pelo que fizemos a quem deveríamos ajudar e amar!
A virgem filha da Babilônia se excedeu sobre Teu povo. Além disso, eles não se guardaram, mas imitaram os pagãos nos seus rituais demoníacos ao passarem seus filhos pelo fogo, coisa que era má aos Teus olhos!
Agora, de cabeça descoberta, essa pessoa clama a Ti por misericórdia, e nos juntamos a ela. Queremos que todos recebam vida, sabedoria e a fé de Cristo. Que estejam conosco para Tua glória!
