O Evangelho da Graça na Europa: IIGD fortalece trabalho missionário no Velho Continente
09/02/2026
O Evangelho da Graça na Europa: IIGD fortalece trabalho missionário no Velho Continente
09/02/2026

O poder da unidade e a restauração

Foto: Haas/peopleimages.com by Stock Adobe
Rogério Postigo

COMPARTILHE

O episódio do profeta Elias no monte Carmelo nos revela um princípio espiritual profundo sobre unidade, fé e alinhamento com Deus. A Bíblia registra, em 1 Reis 18.31, que Elias tomou 12 pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacó. Esse detalhe, muitas vezes lido rapidamente, carrega um significado espiritual poderoso para os cristãos até hoje.

Naquele tempo, o povo de Deus vivia um cenário de divisão espiritual: estava coxeando entre dois pensamentos, dividido entre servir ao Altíssimo e seguir outros deuses. Nesse cenário, Elias se levanta para restaurar o altar do Senhor, não agindo segundo a divisão visível do reino. Mesmo com Israel e Judá separados naquele momento, o profeta construiu o altar como se as 12 tribos ainda fossem uma só diante do Pai celestial.

Esse ato revela uma fé que não se submete às circunstâncias. Elias não age com base no que os olhos naturais veem, mas naquilo que o Criador estabeleceu em Sua aliança. Ele chama à existência a unidade que já havia sido declarada pelo Senhor, ainda que não estivesse visível naquela ocasião. Esse princípio encontra eco em Romanos 4.17, quando a Palavra afirma que Deus chama à existência as coisas que não são como se já fossem.

O texto também nos ajuda a compreender a natureza da fé verdadeira, a qual não apenas acredita, mas também age como se a resposta já estivesse definida. Elias não constrói um altar parcial nem tenta agradar a situação ao seu redor. Ele restaura completamente aquilo que havia sido quebrado, demonstrando que a obediência precede a manifestação do poder divino.

Ao observarmos as pedras utilizadas na reconstrução do altar, percebemos outro ensinamento importante. O texto hebraico indica que Elias usou Avanim (pedras, no hebraico) comuns, do próprio local. Não eram pedras novas, tampouco especiais aos olhos humanos. Isso revela que Deus não se impressiona com aparência, Ele se move quando há alinhamento com Sua vontade. O Senhor usa o que está disponível quando há fé, obediência e compromisso com a aliança.

Espiritualmente, as 12 pedras representam as 12 tribos restauradas. Cada pedra simbolizava uma tribo, uma identidade, uma herança e um lugar no altar. Elias não exclui nenhuma delas, pois compreende que o plano de Deus não é fragmentado. Ao restaurar o altar por completo, o profeta declara que, embora o povo estivesse dividido, a aliança do Senhor permanecia inteira.

Esse mesmo princípio é reafirmado no Novo Testamento, quando o apóstolo Pedro afirma que os filhos de Deus são como pedras vivas, edificados como casa espiritual (1 Pe 2.5). Cada pessoa tem valor, função e lugar no altar. Nenhuma pedra pode faltar. Quando uma é retirada, o altar fica incompleto, e a unidade é comprometida. Somente depois que o altar foi restaurado, a aliança honrada e a unidade estabelecida, Deus respondeu com fogo. O avivamento não veio pelo espetáculo, mas pelo alinhamento. A bênção não foi resultado de esforço humano, e sim de obediência.

Malaquias 4.6 declara que o Senhor converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais. Jesus reafirma esse princípio ao dizer que o que Deus uniu, o homem não deve separar (Mt 19.6).

Essa mensagem se estende diretamente às famílias. Assim como Elias restaurou o altar, Deus continua chamando lares à restauração da unidade. Muitas casas enfrentam divisões, distanciamentos emocionais e rupturas nos relacionamentos. Há corações divididos entre pais e filhos, entre cônjuges e entre gerações. Ainda assim, a Palavra nos ensina a profetizar a restauração. Esta começa quando o altar do lar é reconstruído, quando cada pessoa é recolocada em seu lugar e quando a aliança é honrada acima das circunstâncias.

Quando a família se posiciona espiritualmente, o fogo de Deus desce. Quando há unidade, a bênção é liberada. Hoje, o Senhor continua restaurando altares quebrados e unindo corações divididos para que Sua presença se manifeste nos lares. Que cada casa seja um altar vivo, completo e alinhado, onde a glória de Deus seja revelada e a bênção seja derramada abundantemente. Como afirma o Salmo 133, é na unidade que o Senhor ordena a bênção.

Chave Pix Copiada!

A chave Pix foi copiada para a área de transferência.