
Cristãos enfrentam ciclo de perseguição no norte da Nigéria
15/01/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começa a analisar, logo após o recesso parlamentar, um projeto de lei que estabelece a Bíblia Sagrada como material de apoio à educação nas escolas públicas do estado. A exemplo de vários outros projetos do gênero em alguns estados, a matéria, protocolada pelo deputado Amauri Ribeiro (Unição Brasil), lembra que o Texto Sagrado do cristianismo está diretamente ligado à formação da sociedade brasileira e transmite valores universais, como solidariedade, justiça e dignidade do ser humano.
Pelo projeto, que recebeu o nº 31434/25, a Bíblia será usada como instrumento de estudos de caráter cultural, histórico e literário, sempre em alinhamento com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “O conteúdo da Bíblia pode ser trabalhado de maneira educativa e contextualizada”, justifica o texto de Ribeiro, que já foi prefeito da cidade goiana de Piracanjuba. “A Bíblia é frequentemente utilizada como objeto de análise em áreas como Literatura, História, Filosofia, Artes e Sociologia, contribuindo para a compreensão de contextos históricos, movimentos culturais e referências presentes em diversas obras e manifestações artísticas”, argumenta o parlamentar.

Amauri Ribeiro lembra que a Constituição Federal não impede o estudo acadêmico de textos religiosos, desde que não haja proselitismo ou defesa de uma determinada crença. Segundo declarou à Assessoria de Imprensa da Alego, o deputado argumenta que permitir o acesso à Bíblia nas bibliotecas escolares amplia possibilidades pedagógicas e enriquece o repertório cultural dos estudantes. A intenção, conforme a justificativa do projeto, é ampliar o acesso a um dos livros mais influentes da História da humanidade, presente em diferentes campos do conhecimento.
Já no início de fevereiro, o texto será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que é a primeira etapa de sua tramitação. Se aprovado em seus aspectos legais e textuais, a proposta segue o ritmo regimental em outras comissões, antes de ser levado ao plenário.





