Novas normas priorizam a saúde mental no trabalho

01/06/2026

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01/06/2026

Cresce comércio irregular de emagrecedores

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Executivo diz que o comércio ilegal de emagrecedores é cinco vezes maior do que mercado legalizado do produto – Imagem: Fotoworld / Adobe Stock

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Estimativa apresentada pela EMS — sigla com origem nas iniciais do nome de seu fundador Emiliano Sanchez — aponta que o marcado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras é cinco vezes maior do que o comércio legal do produto. O alerta tem o peso da maior indústria farmacêutica do Brasil, principal distribuidora dos medicamentos injetáveis e indicados para tratamento da obesidade e do sobrepeso, que sintetizam hormônios e ganharam enorme popularidade nos últimos dois anos. A categoria inclui a semaglutida (Ozempic e Wegovy), a liraglutida e atirzepatida (ou Mounjaro), que atuam no controle do apetite e da glicemia, promovendo maior sensação de saciedade e auxiliando na perda de peso e no tratamento do diabetes.

A avaliação é do vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, ao comentar a respeito do mercado de medicamentos usados para diabetes tipo 2 e obesidade. Em sua opinião, produtos contrabandeados e manipulados fora das condições exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm abastecido um mercado paralelo, que coloca em risco seus usuários e o equilíbrio financeiro das empresas do setor.

Ao mesmo tempo, relatos de consumidores que apresentaram problemas após usar substâncias irregulares mostram como atravessadores, clínicas informais, receptadores de mercadorias sem origem definida e produtos sem qualquer controle revelam que a situação já é um risco de saúde pública. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, as canetas são oferecidas até em bancas de camelô e se tornaram alvo de quadrilhas especializadas em roubo do medicamento.

A situação tem chamado a atenção de autoridades. A Anvisa, a Receita Federal e a Polícia Federal vêm intensificando ações no combate ao tráfico e ao mercado ilegal das substâncias emagrecedoras. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais. Em 2025, o mercado dos emagrecedores movimentou 11 bilhões de reais, e a estimativa para este ano é de que alcance 20 bilhões de reais, ou cerca de 5% do faturamento total da indústria farmacêutica nacional.

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