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18/05/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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A imagem de um dos monarcas mais poderosos do Antigo Egito ganhou novas luzes com a recente descoberta de fragmentos de uma estátua de calcário identificada como sendo do faraó Ramsés II. O achado aconteceu no sítio arqueológico de Tell al-Fara’in, a leste do delta do Nilo, e foi anunciada no fim de abril pelo Ministério de Turismo e Antiguidades egípcio. Embora danificada, a peça, confeccionada em rocha calcária, impressiona pelas suas dimensões, com aproximadamente 5 toneladas.
Algumas correntes de intérpretes bíblicos apontam Ramsés II como o faraó citado no texto do Êxodo, capítulo 5. Segundo as Escrituras, o soberano resistiu à saída dos hebreus do longo período de escravidão no Egito, mesmo após Moisés pedir a libertação do povo, o que teria resultado nas conhecidas pragas do Egito. Mas as Escrituras não fazem qualquer referência ao seu nome.
Em comunicado divulgado após a descoberta, o Ministério de Turismo e Antiguidades destacou o valor histórico do achado. “Trata-se de uma das importantes peças arqueológicas, que lançam luz sobre aspectos da atividade religiosa e real na região leste do delta.”
A estátua remete a um dos períodos daquela que foi a mais poderosa civilização de seu tempo. Ramsés II, integrante da 19ª Dinastia, dominou o Egito entre 1279 a.C. a 1213 a.C., período conhecido como Novo Império. Sob seu governo, a nação experimentou estabilidade, com campanhas militares vitoriosas e amplas construções. A grandiosidade do rei pode ser aferida pelo monumento.
Confeccionada em pedra calcária, a imagem tem idade estimada em três mil anos e está sem a parte inferior do corpo, o que indica que pode ter sido removida de sua localização original. De acordo com a equipe de arqueólogos envolvida nas escavações em Tell al-Fara’in, a localidade era um importante centro religioso da região — daí a hipótese de que a peça tenha sido colocada ali em referência ao caráter divino atribuído aos antigos reis egípcios.
O pesquisador Mohamed Abdel Badie, do departamento de antiguidades do Egito, explicou que há indícios de que a estátua tenha sido deslocada ainda na antiguidade. “Estudos preliminares indicam que a estátua foi transportada, na antiguidade, da cidade de Pi-Ramesses para o sítio de Tel Pharaoh, conhecido, na antiguidade, como ‘Imet’, para ser reutilizada em um dos complexos religiosos, refletindo a importância religiosa e histórica do local em diferentes períodos”, afirmou.
Após a descoberta, a peça foi retirada do local para preservação. “Como parte dos esforços para preservar essa descoberta, a estátua foi imediatamente transferida, após sua descoberta, do interior do complexo do templo para o depósito do museu na área de San El-Hagar”, informou o ministério.





