
Graça em Ação no Acre amplia alcance social da Igreja
11/07/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Novas ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e testes químicos de alta tecnologia têm sido usados para estudar os Manuscritos do mar Morto, conjunto dos mais antigos textos bíblicos conhecidos. Especialistas de universidades italianas e dinamarquesas, em cooperação com a Autoridade de Antiguidades de Israel, esperam conseguir responder ao maior enigma que cerca o achado: quem, afinal, escreveu os famosos pergaminhos?!
Os rolos ainda preservados em sua integridade, bem como 250 exemplares selecionados dos fragmentos disponíveis — material resgatado de pequenas cavernas em Qumran, próximas ao mar Morto, nos anos 1940 —, serão submetidos a um rastreamento capaz de situá-los em seu contexto histórico e geográfico. Embora hoje se acredite que a elaboração desse material tenha sido entre 3 e 1 a.C., o projeto prevê desde a identificação da data mais exata em que foi produzido até a procedência do material utilizado. Para isso, serão comparadas amostras de pergaminho, do papiro e da tinta utilizados na sua confecção com matérias-primas da mesma época, procedentes do Egito e de outras regiões do Oriente Médio próximas a Israel.
A reportagem publicada na Archaeology News Online Magazine informa que o projeto, intitulado Tracking down scribes and scrolls (ou Rastreando Escribas e Pergaminhos), tem incentivo e financiamento de 2,5 milhões de euros, equivalentes a cerca de 15 milhões de reais, do Conselho Europeu de Investigação. A previsão é que o mapeamento dos manuscritos esteja concluído em até cinco anos.
Hoje, as principais vertentes históricas apontam os essênios, integrantes de uma antiga seita israelita, como os responsáveis pelo trabalho. Inconformados com o domínio gentio sobre a Terra Santa — primeiro pelos gregos, depois os romanos — e com o que consideravam desvios da fé judaica, eles foram viver isolados no deserto da Judeia. Lá, constituíram uma comunidade com rígidas regras cotidianas. Por isso, parte importante dos pergaminhos contém preceitos de convivência e instruções para ritos e cerimônias.
Diante da iminente destruição do Antigo Israel, esses escribas teriam ocultado os textos em jarros de barro no interior das cavernas, nas quais permaneceram intactos por dois milênios. Agora, o líder do trabalho de investigação, o professor dinamarquês Mladen Popović, espera que a IA permita esclarecer pontos até então impossíveis de elucidar sobre a origem e a autoria dos Manuscritos do mar Morto. A semelhança quase absoluta dos antigos escritos com os textos bíblicos hoje disponíveis fascina os estudiosos, que veem no fato uma prova da fidedignidade da Palavra de Deus ao longo das eras.





