Relatório mostra que aquecimento acelerou na América Latina

30/05/2026

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30/05/2026

Formação dos filhos é prioridade para famílias cristãs

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Um dos maiores focos de preocupação dos pais e responsáveis tem sido aquilo que suas crianças aprendem na escola – Imagem: Adobe Stock by CineLens25/peopleimages.com

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Na semana em que o debate sobre educação domiciliar voltou a ganhar força nas redes sociais, após um casal ser condenado judicialmente por educar as filhas em regime de
homeschooling — metodologia de ensino não permitida no Brasil —, o tema da educação voltou ao centro das discussões. Nesse contexto, especialmente entre famílias cristãs, cresce uma preocupação recorrente: educar os filhos de acordo com os princípios cristãos. Nos lares, quem é pai, mãe ou responsável sabe que esse desafio tem sido cada vez maior. Em uma sociedade marcada pela oferta de práticas, estímulos e conteúdos que se chocam com a ética das Escrituras Sagradas, exercer a recomendação bíblica de ensinar a criança no caminho em que deve andar pode ser tarefa difícil, mas que vale a pena. Um estudo divulgado em 2025 pelo Pew Research Center, instituto americano de análises sociais e religiosas, mostra que 80% das crianças criadas segundo os valores do Evangelho tendem a manter a fé na idade adulta.

Alessandra e a pequena Helena: “Acompanhamos de perto o que é acessado pela nossa filha” – Imagem: Arquivo pessoal

Além disso, o artigo publicado na Review of Religious Research, publicação internacional voltada para temas como espiritualidade e crença, aponta que a prática religiosa em família está diretamente associada a um menor envolvimento de adolescentes em comportamentos de risco. Atenta a essas informações e, sobretudo, às promessas de Deus acerca do legado espiritual a ser deixado, a enfermeira Alessandra Medeiros Luna, mãe de Helena, de seis anos, não abre mão de se manter alerta a tudo o que a filha vê e ouve: “Eu e meu marido acompanhamos de perto e atentamente o que é acessado pela nossa filha”, garante.

Moradora de Niterói (RJ), a família que pertence à Igreja Maranata encontra na comunidade de fé uma rede de apoio e orientação espiritual. Contudo, Alessandra sabe que a proteção de sua filha deve ser uma realidade diária dentro e fora de casa. As atrações da TV e as redes sociais são monitoradas de perto. “Temos o cuidado de acompanhar o que assiste ou jogar com ela e, muitas vezes, percebemos algo que chama mais a sua atenção. Assim, conseguimos mapear os conteúdos que julgamos apropriados, como desenhos que transmitam princípios e valores.”

Nem sempre Helena concorda com as restrições. Nesses casos, valem a conversa e a lembrança de tudo o que lhe tem sido ensinado. “Ela argumenta, expõe suas ideias e pensamentos. Mas os ensinamentos de Jesus sempre prevalecem no coração de Helena, e ela entende o que falamos. É uma criança muito tratável. Quando tomamos conhecimento de algo que aconteceu com outras crianças nas redes sociais, já nos antecipamos e conversamos com ela, sempre respeitando sua infância e inocência”, declara a mãe.

A psicóloga Maria Rosângela chama a atenção para a contradição entre o que o mundo ensina e os valores cristãos: “É preciso cuidado com influências negativas” – Imagem: Arquivo pessoal

Para a psicóloga Maria Rosângela dos Anjos Moraes, pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e especializada no atendimento a crianças e adolescentes, a dificuldade maior ocorre devido à contradição entre o que é ensinado no mundo e os valores familiares e cristãos — além da falta de tempo passado em família nos dias de hoje. “Por isso, o diálogo é muito importante nesse processo”, orienta a terapeuta, membro da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Natal (RN). “Com certeza, os conteúdos digitais, aos quais adolescentes e crianças têm acesso cada vez mais cedo, vêm influenciado o comportamento ainda em desenvolvimento. Tal influência tem sido muito mais negativa na formação da personalidade deles.”

Diretora do Centro Educacional Cristão, a Profª Luiza Santos diz que a procura por instituições de ensino cristãs tem aumentado – Imagem: Arquivo pessoal

Por tudo isso, uma das maiores preocupações dos pais e responsáveis tem sido aquilo que suas crianças aprendem na escola. Diante disso, muitas famílias têm procurado instituições de ensino cristãs. “Elas buscam um ambiente que transmita valores sólidos, onde seus filhos possam receber uma formação com base no respeito, no amor e na responsabilidade”, destaca a Profª Luiza de Abreu Santos, diretora do Centro Educacional Cristão (CEC), na zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo ela, mesmo famílias que não professam a fé evangélica têm procurado escolas do gênero. “Esses pais buscam um lugar seguro, livre de violências e do bullying, no qual as crianças se sintam acolhidas e protegidas.” No entender da docente, há uma crescente preocupação com as influências que os pequenos recebem na escola e com os valores que estão sendo transmitidos no dia a dia. Contudo, para Luiza, nada substitui a ministração do Evangelho dentro de casa. “As famílias cristãs devem se dedicar a ensinar seus filhos a viverem a Palavra de Deus. Quando a criança cresce firmada nessa Verdade, ela se torna capaz de discernir as mentiras e os enganos deste mundo, permanecendo fiel aos ensinamentos do Senhor.”

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