
Sedentarismo e má alimentação desafiam a saúde dos adolescentes e jovens brasileiros
22/09/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Em 23 de setembro, é celebrado o Dia Internacional das Línguas de Sinais — uma data que representa um importante marco para a representatividade e a inclusão da comunidade de deficientes auditivos. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data foi proclamada em 2018, por incentivo da Federação Mundial de Surdos (WFD), em benefício dos cerca de 450 milhões de pessoas que, em todo o mundo, convivem com limitações decorrentes da falta de audição.
A utilização do termo “línguas”, no plural, não é aleatório. Existem diferentes línguas de sinais ao redor do mundo, cada uma com sua própria gramática, sintaxe e estrutura, de acordo com o idioma e a realidade local. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um idioma de modalidade gestual-visual utilizado pela comunidade surda e reconhecido por lei como meio legal de comunicação e expressão. Isso significa que cabe ao poder público, às instituições de educação, concessionárias de serviços públicos, transportadoras, aos organizadores de eventos e às empresas de comunicação promover o uso da Libras em benefício desse público, estimado em cerca de 10 milhões de brasileiros, dos quais aproximadamente 2,3 milhões apresentam deficiência auditiva severa ou profunda.
A Libras utiliza movimentos das mãos e do corpo, além de expressões faciais, para transmitir significados e estabelecer a comunicação. Trata-se de uma linguagem complexa, mas que tem sido utilizada na pregação do Evangelho — afinal, é necessário que todos tenham acesso à mensagem da salvação. Dessa forma, aqueles que não podem ouvir também são alcançados por meio da Libras. Na Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), o emprego da Libras é uma tradição desde os anos 1990, quando os cultos transmitidos pela TV já contavam com tradução simultânea — tornando o ministério uma das primeiras igrejas cristãs a adotar esse recurso em suas celebrações públicas.

Desde então, o ministério cresceu e se expandiu pelos templos, envolvendo muitos voluntários — em grande parte, jovens, como a recepcionista Camila Padia Brito dos Santos. Na IIGD em São Paulo, ela integra um grupo de voluntários que interpreta os cultos e diversas outras atividades em Libras. No caso dela, o interesse pela área surgiu a partir de experiências familiares: “Cresci com primas surdas e, desde pequena, estou envolvida com essa comunidade. Por intermédio delas, nasceu em mim o desejo de levar a Palavra de Deus àqueles que não ouvem, necessitam conhecer algo novo e ter um encontro com Cristo. Nunca imaginei que participaria de um ministério de Libras, mas Deus faz muito além do que pedimos ou pensamos”, destaca a intérprete.
Segundo Camila, o grupo existe há quase cinco anos e, atualmente, conta com 15 integrantes. “Auxiliamos nos cultos, ministramos cursos voluntários de Libras e participamos de apresentações e eventos, como o Especial de Natal.” A intérprete esclarece que o grupo se dedica para que a mensagem transmitida seja, de fato, compreendida pelas pessoas surdas. “Às vezes, pode ser desafiador encontrar a melhor maneira de transmitir uma mensagem, mas aprendemos que cada desafio também faz parte do processo.” Para Camila, a maior conquista é saber que, por meio desse trabalho voluntário, pessoas surdas estão tendo acesso à Palavra de Deus: “Quando fazemos tudo com amor e dedicação, no final, percebemos que todo esforço vale a pena!”





