
Brasil mantém liderança mundial na produção de Bíblias
30/08/2025Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Uma pesquisa realizada pela Sociedade Bíblica Americana (ABS) constatou que 77% dos filhos cristãos seguem a fé da mãe ao longo da vida. O estudo Estado da Bíblia 2023 é um dos mais abrangentes sobre o tema, corroborando com outra sondagem realizada pelo Barna — instituto cristão sediado nos Estados Unidos —, segundo o qual a influência das mães nesse aspecto é mais intensa que a dos pais.
As mães, normalmente, assumem um papel de esteio espiritual da família. Vistas como acolhedoras, elas são constantemente procuradas pelos filhos nas mais diferentes situações, como para aconselhamentos e orações. “O papel espiritual da mãe cristã é semelhante a uma gestação”, compara a pedagoga Jucimara Oliveira, líder nacional de Crianças que Vencem (CQV), ministério infantil da Igreja Internacional da Graça de Deus. “Ela recebe a semente da nova vida e contribui diretamente para o crescimento e a maturação do feto, assim também ocorre no âmbito espiritual.”

Tia Ju, como é conhecida pelos pequeninos, observa que as crianças têm suas primeiras impressões sobre Jesus por intermédio das mães, porque estas tendem a influenciá-las ao longo da vida. “Vale ressaltar como Loide e Eunice, respectivamente avó e mãe de Timóteo, tiveram total influência espiritual sobre ele”, lembra-se a educadora, referindo-se a um dos apóstolos do Novo Testamento. “A Bíblia fala delas como referências de mulheres e intercessoras, que vivem no exemplo da fé e conduzem as crianças no Caminho”, conclui.

Por sua vez, a Pra. Betina Correia, que atua ao lado do marido, Pr. Adriano Correia, na liderança da sede regional da Igreja da Graça na cidade gaúcha de Santo Ângelo, tem experimentado a realidade apontada pelo levantamento. “Nós, mães, temos uma influência grandiosa na fé de nossos filhos. Desde o ventre, eu já orava pelo meu filho e lhe ministrava louvores”, recorda-se. Ela conta que, na infância de Marcos Adriano, a oração e a adoração sempre estiveram presentes em sua casa, e o resultado disso é colhido com alegria: “Aos 13 anos, ele aceitou Jesus”. Para a pregadora, não há dúvidas: “Uma das maiores riquezas que um filho pode ter, são os ensinamentos recebidos na infância por meio da família. Ensinar o que é certo e errado aos olhos da Palavra de Deus faz toda a diferença”.