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Aproximadamente 7,7 milhões de usuários de planos de assistência de saúde individuais e familiares pagarão mais 5,11% nos boletos a partir de junho. O aumento foi anunciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e terá validade por um ano. É o menor percentual do gênero já aplicado aos beneficiários desde 2021, quando houve estabilidade em razão da pandemia de covid-19. O índice se aplica a pouco menos de 15% dos 53 milhões de consumidores de planos de saúde no país.
A aplicação do reajuste anual de 5,11% só pode ser feita pela operadora no mês de aniversário do contrato, quando se completa um ano da data de contratação do plano. Para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo, em agosto – nestes últimos casos, com efeitos retroativos até o mês de aniversário. “Este é o reajuste mais baixo já definido pela ANS, o que traz alívio para o cidadão que se esforça para manter um plano de saúde para sua família”, informa o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.
A regra não se aplica aos planos coletivos empresariais nem aos contratos por adesão, firmados com a intermediação de associações e entidades de classe. Nesses casos, os reajustes são negociados entre as operadoras e os contratantes, sem um teto definido pela ANS. Em depoimento à Agência Brasil, Damous informou que o percentual foi calculado pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos, apreciado pelo Ministério da Fazenda e aprovado em reunião da Diretoria Colegiada da Agência.
A atual política de preços dos planos de medicina privada no Brasil considera indicadores como a frequência de utilização dos serviços de saúde, a variação das despesas das operadoras e o IPCA, que mede a inflação oficial. “Nosso objetivo é sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários”, completou Damous. Contudo, dados da própria ANS revelam que um dos fatores que mais pesam no cálculo dos reajustes, que são as despesas assistenciais por beneficiário, subiu 8,32% em 2025, o que projeta um aumento maior para o próximo ano.





