
Pamela apresenta ‘Meu milagre’, louvor sobre superação e confiança
05/03/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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O primeiro ouro olímpico da atleta americana Elana Meyers Taylor teve um sabor triplamente especial. A medalha dourada, conquistada nos recém-encerrados Jogos de Inverno de Milão/Cortina, levou-a pela primeira vez ao degrau mais alto do pódio olímpico na modalidade bobsled – movimento no qual as equipes empurram o trenó para trás e para frente. Além disso, essa vitória a transformou, aos 41 anos, na mulher mais experiente a faturar o ouro individualmente na história da competição. E, por último, mas não menos importante, foi a oportunidade para um vibrante testemunho de sua fé cristã.
“Este é o momento pelo qual oramos. Deus me colocou aqui por um motivo específico, e eu não acho que seja apenas para ganhar medalhas; estou neste esporte para glorificar o Senhor”, declarou a atleta, cercada por microfones do mundo inteiro. A conquista aconteceu no dia 16 de fevereiro, após uma disputadíssima bateria contra a alemã Laura Nolte, de 27 anos, a quem superou por apenas quatro centésimos de segundo nas duas últimas baterias. Conhecido como “Fórmula 1 do Gelo”, o bobsled é um esporte de inverno em que o bólido atinge altas velocidades e pode ser disputado na modalidade individual, em duplas ou quartetos.
Embora respeitada pela magnífica trajetória esportiva –já foi tetracampeã mundial e detém quatro medalhas olímpicas em duplas —, Elana Taylor não era considerada principal favorita na edição 2026 dos Jogos de Inverno. Ela vinha de uma prata no individual, chamado monobob, em Beijing 2022. “Houve tantos momentos, ao longo destes últimos quatro anos, em que simplesmente pensávamos que era impossível. Mas minha equipe acreditou em mim o tempo todo, e foi isso o que realmente me permitiu estar aqui hoje”, disse, emocionada, na coletiva após a prova.
Convertida ao Evangelho em seus tempos de universidade, Elana é conhecida por sua postura cristã e como defensora dos direitos das pessoas com deficiência. Ela e o marido, o também atleta Nic Taylor, têm uma filha com surdez e outra com síndrome de Down. A grande visibilidade proporcionada pelo alto desempenho esportivo lhe permite levantar bem alto suas bandeiras, inclusive a da fé. “Uma das grandes razões pelas quais fui colocada no bobsled é ajudar as pessoas não apenas a alcançarem seus objetivos, mas também a virem a Cristo”, acredita.





