
Ruínas encontradas por arqueólogos reforçam narrativa bíblica
12/05/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada no fim de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou aumento na taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2026. O índice, de 6,1%, representa um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas fora do mercado de trabalho formal ou informal, totalizando 6,6 milhões de brasileiros.
Esse crescimento já era previsto pelo mercado e leva em conta fatores sazonais, como a dispensa de trabalhadores temporários – contratados, sobretudo, pelo setor de comércio e serviços no fim de ano. Mesmo assim, é o menor índice já registrado para o período desde 2012. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, por exemplo, houve queda de 13% no indicador de desemprego, apontando que o mercado de trabalho permanece aquecido. Ao todo, 102 milhões de brasileiros exercem alguma atividade remunerada regular.
Analisando-se os números sob determinadas linhas de corte, o quadro fica mais claro. No item “nível de ocupação” – que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada –, o índice ficou em 58,2%, com leve alta em relação ao mesmo período em 2025. “Esse é um comportamento que, de modo geral, ocorre nos primeiros trimestres de cada ano e, desta vez, não foi diferente”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, à Agência Brasil.
Outros recortes mostram uma grande quantidade de trabalhadores atuando por conta própria ou na informalidade: 62 milhões, contra 39,2 milhões contratados no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empregados sem carteira assinada – caso dos chamados “pejotizados”, que prestam serviços como titulares de micro e pequenas empresas – já somam 13,3 milhões, com tendência de crescimento.
No primeiro trimestre deste ano, a renda média do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722, a maior da série histórica, iniciada em 2012. A PNAD divide os brasileiros em idade laborativa em diferentes categorias. Onúmero de pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ficou em 4,4 milhões; já a quantidade de desalentados, ou seja, aqueles que desistiram de procurar uma ocupação, registra 2,7 milhões de pessoas, mas recuou 16% na comparação anual.





