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28/09/2026

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Dia Mundial do Coração: prevenção e cuidados com a saúde

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Dia Mundial do Coração lembra a importância da prevenção e de boas práticas para a saúde cardíaca– imagem: Charlie’s / Adobe Stock

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O Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, visa conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde cardiovascular. A data incentiva a mudança no estilo de vida ao adotar hábitos mais saudáveis de alimentação, exercícios e lazer. Ao mesmo tempo, chama a atenção para o perigo representado pelo sedentarismo, estresse, tabagismo, pela obesidade e hipertensão.

Manter o coração e o sistema circulatório no centro das discussões sobre saúde é cada vez mais necessário. No Brasil, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte. Infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) respondem por cerca de 30% dos óbitos no país. Estima-se que ocorram entre 300 mil e 400 mil infartos por ano, muitos deles fatais. Em quatro de cada cinco casos, a hipertensão arterial é apontada como um dos principais fatores associados ao colapso cardiovascular.

Diante desse cenário, o controle da pressão arterial é uma das prioridades das políticas públicas de saúde. Embora a aferição seja simples, acessível, faça parte dos protocolos básicos das unidades de saúde e esteja presente em campanhas e mutirões de rastreamento cardiovascular, muitas pessoas ainda negligenciam o acompanhamento. “O brasileiro, de modo geral, tende a ter uma visão focada no presente e não reflete, de maneira efetiva, nas consequências de longo prazo”, avalia o médico Rômulo Machado, do Rio de Janeiro. Segundo ele, parte da população procura atendimento quando surgem sintomas ou a doença já está instalada, em vez de manter um acompanhamento regular.

O médico Rômulo Machado destaca maior atenção à atividade física e à alimentação saudável– imagem: Arquivo pessoal- modificada por IA

A falta de informação também se soma à negligência no controle de fatores de risco, como glicemia descontrolada, colesterol elevado, obesidade e tabagismo. Para Machado, o Brasil dispõe de uma estrutura relevante de prevenção cardiovascular, especialmente por meio da Atenção Primária à Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), que possibilita o monitoramento desses fatores em larga escala. “Esses serviços proporcionam um acompanhamento longitudinal, permitindo diagnósticos precoces e tratamento adequado e preventivo”, explica.

O médico observa, porém, que campanhas de conscientização, como as realizadas por ocasião do Dia Mundial do Coração, contribui na mudança desse quadro. “Temos observado mais atenção da população sobre a importância da atividade física e da alimentação saudável, o que afeta positivamente os cuidados cardíacos”, afirma. O desafio, segundo Machado, é transformar a conscientização em hábitos sustentáveis, considerando as condições sociais e econômicas de cada indivíduo. “Nós, médicos, precisamos ter a sensibilidade de analisar o indivíduo como um todo, e não apenas a doença isolada, haja vista que fatores como estresse, violência e pobreza também se inserem nos riscos ligados à saúde cardiovascular.”

Mesmo diante de dificuldades socioeconômicas, alguns ajustes tendem a ajudar na proteção do coração. “Pequenas mudanças nos hábitos de vida podem gerar impactos significativos na saúde do coração. Não é necessária uma dieta sofisticada — podemos priorizar alimentos básicos e minimamente processados, como arroz, feijão, frutas, verduras, legumes e ovos, e reduzir o consumo frequente de ultraprocessados, refrigerantes e embutidos, assim como o excesso de sal, açúcar e gorduras saturadas”, orienta.

Atividade física é outro pilar da prevenção e pode ser incorporada à rotina sem exigir grandes investimentos. “Caminhar, subir escadas, andar de bicicleta, dançar ou realizar atividades domésticas já representam movimento. O mais importante é reduzir o tempo sedentário e incorporar atividade física à rotina de maneira regular”, conclui o médico.

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