Permanece o impasse entre empresas de ônibus e motoristas no Rio

03/08/2026

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03/08/2026

Chuvas atingem o RS, e especialistas alertam para risco de agravamento

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Quatro anos após a maior enchente de sua história, Rio Grande do Sul revive drama das cheias – imagem: Adobestock by Arthur Kolbetz

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Pouco mais de dois anos depois da pior enchente já sofrida pelo Rio Grande do Sul, onde a Igreja Internacional da Graça de Deus de todas as regiões do país esteve presente auxiliando, por meio de doações, as comunidades atingidas, os gaúchos veem, novamente, a possibilidade de o cenário se repetir com a onda de novos temporais. A segunda quinzena de julho foi marcada por chuvas torrenciais e continuadas em várias zonas do estado, em particular na região metropolitana da capital, Porto Alegre. Mais de 200 municípios foram impactados pelas tempestades, dos quais 10% já tiveram situação de emergência decretada. Inundações afetam mais de 60 mil pessoas, inclusive muitas estão desabrigadas e desalojadas. Em algumas localidades, os temporais foram acompanhados de fortes rajadas de vento, que chegaram a mais de 100 km/h.

Nos órgãos de segurança gaúchos, multiplicam-se os registros de alagamentos, deslizamentos, interrupção de estradas, danos em residências e retirada preventiva de moradores. Os temporais provocaram acumulados superiores a 170 mm em menos de 12 horas em algumas cidades – índice considerado altíssimo, sobretudo nesta época do ano. Para os últimos dias do mês de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia havia projetado um cenário de tempo severo, com previsão de tempestades, ventos fortes e inundações. Já a Defesa Civil emitiu alertas vermelhos para a elevação dos rios dos Sinos e Uruguai.

Enquanto as semanas se passavam sem sinal de melhora no tempo, as áreas afetadas aumentavam, incluindo as regiões sudoeste, centro ocidental, noroeste, sudeste, centro oriental, nordeste e metropolitana de Porto Alegre. Todo o quadro caótico no estado foi causado por instabilidades decorrentes de áreas de baixa pressão atmosférica, associadas ao avanço de frentes frias oriundas do sul do continente, fenômeno recorrente no inverno.

Diferentemente da tragédia ocorrida em maio e junho de 2024, que causou 185 mortes confirmadas, desta vez não houve registro de vítimas fatais até o fechamento desta reportagem. Mesmo assim, os danos incluem desmoronamentos de barreiras, imóveis destelhados, estradas bloqueadas e pontes submersas pela cheia dos rios. Na Grande Porto Alegre, moradores de comunidades localizadas em encostas têm sido orientados a deixar suas casas em caso de alerta dos sistemas de monitoramento.

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