
Filme ‘O favorito’ trata de perdão, reconciliação e salvação
02/05/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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Em maio, é celebrado o mês da família, e, diante de rotinas aceleradas e múltiplas responsabilidades, a convivência tem se tornado cada vez mais desafiadora. Um estudo publicado em 2025 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aponta que a qualidade do ambiente familiar está diretamente associada ao desenvolvimento emocional e social do indivíduo, atuando como fator de proteção ou de risco. Isso significa que, mais do que estar junto, é a forma como se vive em família que influencia vínculos e comportamentos.

Na visão bíblica, a família é mais do que uma organização social, é parte do plano de Deus. “No relato da criação, vemos que Deus declara que não é bom que o homem esteja só (Gn 2.18). A formação da família não surge apenas como uma necessidade social, mas também como parte do propósito divino para a vida humana”, explica o psicólogo e pastor Edgar Menezes dos Santos Silva.
Ele destaca ainda que a fé se consolida diariamente, reforçando que o lar é o principal ambiente de transmissão de valores. “Em Deuteronômio 6.6,7, encontramos a orientação de que os ensinamentos de Deus devem ser passados aos filhos no cotidiano: ao se sentar em casa, ao caminhar e ao se deitar ou se levantar”, afirma Silva, que é pastor da sede regional da Igreja da Graça Caminho de Areia, em Salvador (BA).

Essa compreensão é compartilhada pelo Pr. Victor Martins, líder regional da IIGD em Ribeirão Preto (SP). Segundo ele, a convivência familiar reflete o caráter do Senhor. “Estar próximo, em convivência, não é apenas uma questão afetiva, mas também espiritual: é no ambiente familiar que os princípios são ensinados, o caráter é moldado e a fé é transmitida de geração em geração.”
Martins ressalta que, em meio à rotina intensa, fazer-se presente deve ser uma escolha. “Mais do que estar fisicamente, é necessário estar de maneira intencional. A presença continua sendo o bem mais precioso que os pais podem oferecer aos filhos”, frisa, destacando que esse tempo gera conexão e pertencimento.

Por sua vez, a psicóloga Domingas Patrícia de Campos observa que o valor está na qualidade da convivência. “Estar próximo no convívio familiar vai muito além de compartilhar o mesmo ambiente, é sobre estar presente, mantendo a atenção plena na vida cotidiana da família.” A especialista reforça que pequenos gestos fazem a diferença. “Poucos minutos com atenção, escuta e conexão valem mais do que horas dividindo o mesmo espaço, mas com cada um no seu mundo.”

Refeições em família, conversas antes de dormir e participação ativa no dia a dia dos filhos são ações indispensáveis. “Estar presente de modo genuíno, integral e sem distrações, como o celular, cria conexões significativas”, afirma a psicóloga Jacqueline Gonçalves. Ela sugere a criação de pequenos hábitos, como leitura em família, noites de jogos ou um tempo de convivência no lar. “A vida pode ser corrida, mas os vínculos familiares não podem ser deixados para depois. São esses momentos, muitas vezes simples, que sustentam emocionalmente as pessoas e fortalecem a base da sociedade”, conclui.





