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22/05/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Dados preocupantes sobre a saúde mental e os relacionamentos dos jovens brasileiros constam na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), realizada pelo IBGE, em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. De acordo com os resultados levantados, 30% dos estudantes entre 13 e 17 anos de idade — matriculados em níveis que vão do 7º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio — admitem que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes. Outro tanto de menores naquela faixa etária confessam que já tiveram vontade de se ferir ou, mesmo, mutilar-se.
O estudo foi um dos mais abrangentes já realizados entre esse segmento, com a participação de 118 mil adolescentes de mais de 4 mil escolas públicas e privadas. Dentro do mesmo recorte de público, 43% dos participantes disseram que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” — e nada menos que 18,5% pensam, constantemente, que “a vida não vale a pena ser vivida”.
Outra informação revelada pela amostragem é que 26% dos estudantes dizem sentir que ninguém, nem mesmo os pais ou responsáveis, preocupa-se com eles; e um em cada cinco participantes revelou que foi agredido fisicamente pelo pai, pela mãe ou figura adulta responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à sondagem. E quatro em cada dez já sofreram bullying na escola.
A PeNSe revelou, ainda, que as meninas apresentam índices de insatisfação, tristeza e sensação de vazio bem superiores aos dos meninos — em alguns indicadores, mais que o dobro, em números percentuais. É o caso, por exemplo, do item “Sente-se muito preocupado (a) com as coisas do dia a dia?”, o que inclui obrigações escolares, relacionamento com amigos e gestão da própria vida: 61% das meninas disseram que sim, contra 38,3% dos meninos.
O quadro preocupa famílias, educadores e autoridades. Em entrevista à Agência Senado, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora de projetos que buscam incluir a saúde mental no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), disse que a situação é preocupante: “Os dados publicados nos assustam porque observamos que as crianças e os adolescentes estão querendo desistir da vida. Eles estão alegando que estão com dor na alma.




